Manifesto de Repúdio à Portaria Nº 7.663 de 22/09/2017 – Nenhum(a) professor(a) à menos!

Manifesto de Repúdio. 2

Manifesto de Repúdio:
Nenhuma professora/professor, a menos!

Qualidade na Educação Pública se faz com pessoas!

Diante do atual cenário que aflige educação pública da cidade de São Paulo, marcado por medidas e regulamentações que atingem frontalmente a qualidade da educação construída nas diversas unidades de Educação Infantil e Ensino Fundamental, manifestamos nosso repúdio em relação à constituição de uma política pública que não dialoga com educadoras (es), famílias e comunidades, colocando em risco os direitos de bebês e crianças conquistados historicamente e já garantidos nos Padrões Básicos de Qualidade na Educação Infantil Paulistana e na Orientação Normativa nº 01/2015.

Corrobora com esse cenário, a recente publicação da Portaria 7.663 de 22/09/2017, que traz consequências drásticas as unidades municipais de educação paulistana, oferecendo impactos preocupantes a qualidade do trabalho desenvolvido. A referida portaria institui uma readequação do módulo de professoras (es) na Rede Municipal, que na prática irá diminuir o número de profissionais por unidade, ocasionando implicações para o cotidiano das educadoras educadores, bebês e crianças, dentre elas destacamos:

– A diminuição da quantidade de professoras (es) de módulo das unidades da Rede Municipal, chegando, em muitos casos, a uma redução de 50%. Tais professoras (es) possuem um papel fundamental no cotidiano das unidades educativas seja na substituição dos regentes ausentes, seja na participação dos diferentes contextos educativos de forma compartilhada com as demais professoras (es) e até mesmo como apoio em propostas diferenciadas, envolvido nos momentos de atenção individual, além de ser parceiro reflexivo nas decisões que envolvem as ações pedagógicas. Se o quadro do módulo ao longo dos últimos anos já não atendia as necessidades cotidianas que se apresentam na educação, a atual portaria agrava a qualidade no atendimento de todos os bebês e crianças;

– Com a redução do módulo muitas professoras (es) ficarão excedentes em sua unidade de origem, sendo obrigadas a se removerem para outras escolas, muitas vezes distantes de seu domicílio e ou escola de acúmulo. Tal aspecto, para além de todos os desafios de mobilidade que existe em uma cidade como São Paulo, interrompe o percurso de muitos educadores (as) que já estão integrados ao Projeto Político Pedagógicos de suas unidades, sua comunidade, bebês e crianças. Rompendo de forma abrupta as histórias, trajetórias e vínculos construídos ao longo dos anos;

– Ações como esta evidenciam a ausência de uma política pública respeitosa, humana e democrática que considere os professores (as), uma vez que não assegura condições formativas, físicas, emocionais, psíquicas, para que possam desenvolver um bom trabalho. A desvalorização dos profissionais de educação, a precarização das condições de trabalho em CEIs e EMEIs, afetam diretamente a qualidade no atendimento de bebês e crianças nas unidades;

Ressaltamos ainda, que a referida portaria soma-se a outras normatizações e comunicados recentemente publicados, sem qualquer diálogo com a rede como o COMUNICADO Nº 731, DE 11 DE SETEMBRO DE 2017, que normatiza o processo de organização das Unidades Educacionais para 2018, definindo número de salas, turmas e horário sem qualquer diálogo com as unidades, comunidades, Conselhos de escola e Sindicatos, surpreendendo algumas unidades com a redução do horário de atendimento de bebês e crianças, desconsiderando a história de trabalho, a diversidade nas unidades, os direitos de bebês e  crianças e necessidades das famílias trabalhadoras.

Diante do cenário atual, nos posicionamos contra a Portaria 7.663 de 22/09/2017, da cidade de São Paulo, bem como todas as medidas, comunicados e portarias que regulamentam a educação pública desprovidas do debate democrático que traduzem a forma pouco dialogada e unilateral da condução da política pública no município. Compreendemos que qualidade se faz com pessoas. Não aceitamos nenhum direito a menos e nenhuma professora/professor a menos nas unidades educativas da cidade. Mantendo-nos na luta por políticas públicas de educação de qualidade, consolidadas de forma democrática através do diálogo e da participação de seus diferentes atores e do respeito aos direitos das educadoras/educadores, famílias, bebês e crianças.

Fórum Municipal de Educação Infantil São Paulo (FMEISP)

Fórum Paulista de Educação Infantil (FPEI)

Movimento Interfóruns de Educação Infantil (MIEIB)

Carta Aberta e Manifesto contra a Escola Sem Partido

Olá a todas e todos,

Leiam a  Carta Aberta e Manifesto contra a Escola Sem Partido do Fórum Municipal de Educação Infantil de São Paulo.
Foi criada também uma petição pública contra essa lei da Mordaça nas escolas. Solicitamos que assinem e nos ajudem na divulgação.

PosionamentoFEMEISP

Relatório sobre o Plano de Expansão de Vagas na Educação Infantil no município de São Paulo

Olá a todas e todas,

Após várias assembléias e o Seminário: “Desafios para a Política de Educação Infantil na rede municipal de São Paulo” que contaram com a participação de centenas de educadores, bem como diversas contribuições por email, finalizamos o “Relatório sobre o Plano de Expansão de vagas na Educação Infantil no município de São Paulo”.

O relatório pretende evidenciar os problemas verificados no plano de expansão e que não permitem que se garanta plenamente os direitos dos bebês e das crianças pequenas nas instituições de Educação Infantil e oferecer subsídios para a política da Secretaria de Educação.

Agradecemos a todas e todos as contribuições e informamos que esse documento já foi entregue à chefia de gabinete da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo e à Comissão de monitoramento do Plano de expansão de vagas da Educação Infantil.

Sua ampla divulgação se faz necessária na busca de políticas públicas que garantam de fato o acesso e a qualidade de atendimento nas instituições de Educação Infantil na cidade.

 

Relatório sobre Plano de expansão de vagas na Educação Infantil

Ato em Defesa da Educação Infantil

Amanhã dia 10/06, a partir das 18h, no Cine Espaço Itaú, Rua Augusta, 1745.

Iremos divulgar o posicionamento do Fórum Municipal de Educação Infantil de São Paulo – FEMEISP frente ao perigo de retrocesso nas políticas públicas nacionais na área de Educação.

Posicionamento do FEMEISP

Carta_Final

Assembléia do FEMEISP

O Fórum Municipal de Educação Infantil vem construindo um documento com vistas à garantir a qualidade do atendimento aos bebês e crianças pequenas na Educação Infantil, em especial nas novas vagas que estão sendo abertas devido ao ” Plano de Expansão de vagas” realizado pela Prefeitura Municipal.
Esse documento está organizado em 4 eixos: Organização dos espaços internos e externos, gestão democrática, propostas pedagógicas e condições para a atividade docente.
Precisamos da ajuda de todas/os na qualificação dessa proposta a ser entregue em breve à Secretaria Municipal de Educação.
Sua participação na próxima assembléia é de fundamental importância!
Participem e divulguem!!!

 

Convite assemblei OK

Contra a atual forma de “reorganização escolar” proposta pelo governo do estado de São Paulo: pelo direito humano à participação social e ao acesso e à transparência da informação pública

Fonte: http://www.acaoeducativa.org/index.php/em-acao/52-acao-em-rede/10005158-2015-12-01-18-53-55

As organizações abaixo assinadas manifestam sua indignação e repúdio à forma autoritária pela qual o processo de reorganização escolar da rede estadual de ensino tem sido encaminhado pelo governo estadual, caracterizado pela falta de informações consistentes, públicas e transparentes que deram base a tal decisão e pela insistência em desconsiderar as demandas de milhares de famílias. Com apoio de diversos setores da sociedade, a mobilização dos estudantes paulistas em defesa da escola pública e em resistência à política de reorganização escolar cresceu em todo o estado de São Paulo, demonstrando a profunda inadequação da proposta.

Da maneira como tem sido encaminhada, a reorganização escolar ocasionará o remanejamento compulsório de mais de trezentos mil alunos, impactando o cotidiano de inúmeras famílias, a atividade profissional de milhares de professores e demais profissionais da educação, sem contar as mudanças desencadeadas nas escolas que permanecerão na rede estadual, como o aumento do número de estudantes por turmas e o acirramento dos problemas relativos ao atendimento da educação de jovens e adultos e de estudantes com deficiência e transtornos globais do aprendizado, só para listar alguns exemplos. Apesar de prever o fechamento de noventa e três escolas, não há nenhuma garantia de uso dos prédios públicos para outras atividades educacionais e nem a previsão de recursos financeiros e humanos para o desenvolvimento das ações propostas.

Destaca-se a falta de informações públicas e transparentes a respeito dessa política, tanto para subsidiar o debate público, como para respaldar as decisões tomadas. A proposta não foi apreciada nem mesmo pelas próprias instâncias estaduais de mobilização e normatização da educação, tais como o Conselho Estadual de Educação e o Fórum Estadual de Educação. No que se refere à elaboração do Plano Estadual de Educação, destaca-se ainda a tentativa unilateral do governo do Estado de São Paulo de se desresponsabilizar do ensino fundamental, considerando as intenções de ampliar a municipalização prenunciada no acréscimo da meta 21 ao Plano Estadual de Educação em debate na Assembleia Legislativa.

A falta de diálogo ficou evidente pela reação da comunidade escolar e, em especial, dos estudantes, que ocuparam quase duzentas unidades escolares. A intransigência por parte de determinados gestores educacionais e escolares se manifestou em diversas unidades, com a coação de estudantes e a divulgação de informações equivocadas, confundindo as comunidades escolares. Tal situação é um explícito desrespeito aos princípios de gestão democrática e do direito à participação dos jovens e familiares na definição dos processos educacionais, políticos e sociais, tais como previstos na Constituição Federal (artigos 205 e 206), no Estatuto da Criança e do Adolescente (artigos 53 e 58), na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (artigos 2º, 3º, 14 e 15) e no Estatuto da Juventude (Artigo 3º) e reiterados pelo Tribunal de Justiça, na decisão, em sede liminar, da legítima manifestação dos estudantes e da necessidade de debate da política pública proposta.

Além das violações no direito ao acesso à informação e à participação social, destacam-se algumas preocupações com relação ao conteúdo da reorganização escolar proposta pelo governo estadual. A referida proposta desconsidera o impacto da política no médio e no longo prazo para as escolas que permanecerão na rede, ignorando inclusive os dispositivos sobre acesso, permanência e qualidade previstos no Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/14) e na Emenda Constitucional 59 de 2009, tais como a obrigatoriedade do ensino para todos os jovens de até 17 anos a partir de 2016, a superação do analfabetismo e a elevação da taxa líquida no ensino médio e da escolaridade da população entre 18 e 29 anos.

Inconsistências metodológicas também foram identificadas no documento base apresentado como subsídio para a proposta de reorganização escolar, tal como explicitado em estudo realizado por professores do Bacharelado e do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da UFABC . Nesse estudo, conclui-se que o documento tem graves inconsistências quanto à fundamentação científica e à escolha das variáveis e, portanto, não apresenta elementos para fundamentar, nem sequer sugerir, as conclusões anunciadas pela Secretaria Estadual de Educação quanto aos impactos da política de reorganização.

Os inúmeros posicionamentos públicos apresentados por universidades paulistas de excelência (Congregação das Faculdades de Educação da UNICAMP e da USP, Conselho de Graduação da Unifesp), entidades sindicais, movimentos sociais, fóruns, redes e organizações da sociedade civil, bem como as manifestações e ocupações de escolas estaduais, demonstram a grande insatisfação e as significativas preocupações em relação à reorganização proposta pelo governo estadual.

Assim sendo, as instituições e entidades signatárias conclamam a Secretaria Estadual de Educação a atender aos reclamos de estudantes, da sociedade civil organizada e da comunidade científica, deixando de implementar, nesse momento, o projeto de reorganização da rede estadual de ensino. Reivindicamos que a decisão sobre uma eventual reorganização da rede estadual esteja de fato embasada em efetivos processos participativos, com amplo debate social,  por meio da realização de audiências públicas regionalizadas; em planos de médio e longo prazos para a educação paulista; e em estudos melhor fundamentados que justifiquem determinadas decisões; bem como no dimensionamento do impacto em termos de recursos financeiros, humanos e pedagógicos das unidades que permanecerão e daquelas que eventualmente venham a ser encerradas.

Declaramos também nosso apoio aos estudantes e familiares e a todos aqueles que, ao lado dos professores e demais profissionais da educação, têm defendido e lutado cotidianamente por uma escola pública de qualidade que garanta o direito à educação de todas as crianças, adolescentes, adultos e idosos no estado de São Paulo. Nesse sentido, também solicitamos respeito e cuidado com a situação dos estudantes concluintes do ensino médio, para que não haja retaliações àqueles e àquelas que se mobilizaram contra a reorganização escolar e que sejam providenciados os documentos necessários de forma a não prejudicar a continuidade de sua trajetória escolar.

Com muita preocupação, manifestamos ainda que a sociedade não admitirá qualquer tipo de violência ou abuso das autoridades governamentais contra os estudantes que legitimamente vêm se organizando por meio das ocupações de unidades escolares e em manifestações de rua. Preventivamente, medidas judiciais de proteção desses estudantes devem ser tomadas para que não haja risco de que se fira a integridade das/dos adolescentes e jovens e o seu direito à livre manifestação.

30 de novembro de 2015.

Assinam:

Ação Educativa – Assessoria, Pesquisa e Informação
AMARRIBO Brasil
Associação Cidade Escola Aprendiz
Associação de Cooperação, Promoção e Incentivo à Cidadania – Associação Cooperapic
CEDES
Centro de Estudos e Pesquisas em Educação e Ação Comunitária – Cenpec
Comitê São Paulo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação
Conselho de Representantes dos Conselhos de Escola – CRECE
CORSA – Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor
Diretoria da Associação dos Docentes da USP
ECOS – Comunicação em Sexualidade
Escola de Governo
Fórum Municipal de Educação Infantil de São Paulo
Fórum de Educação de Jovens e Adultos do Estado de São Paulo
Fórum Paulista de Educação Infantil
Geledés – Instituto da Mulher Negra
Grupo THESE – Projetos Integrados de Pesquisas em Trabalho, História, Educação e Saúde (UFF-UERJ-EPSJV-Fiocruz)
GT Educação da Rede Nossa São Paulo
Instituto Avisa Lá – formação continuada de educadores
Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário – IBEAC
Instituto Paulo Freire
Mais Diferenças
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
SINTEPS – Sindicato dos Trabalhadores do Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza
União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo – UMES

Lançada a campanha “Nenhum Bebê em Depósito”

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Inspiradas pela fala da Profª Ana Maria Mello sobre os “Modos de Acolhimento de bebês”, as participantes da última assembléia do Fórum Municipal de Educação Infantil de São Paulo criaram a campanha ‪#‎nenhumbebeemdeposito‬ no facebook.

O objetivo é visibilizar e conscientizar a todos para a garantia do direito constitucional de educação e cuidado de bebês e crianças de 0 a 3 anos em espaços públicos. Lutamos por creches públicas de qualidade à todos(as) bebês de 0 a 3 anos de idade, que respeitem os direitos fundamentais dessa etapa da vida.

Para participar é só curtir a página e divulgar seu conteúdo!

https://www.facebook.com/nenhumbebeemdeposito/?notif_t=page_fan

Assembléia FEMEISP: Modos de Acolhimento dos bebês na cidade e o Plano de Expansão de vagas na Educação Infantil em São Paulo

No dia 29 de outubro de 2015, realizamos a Assembléia do FEMEISP intitulada: “Modos de Acolhimento dos bebês na cidade e o Plano de Expansão de vagas na Educação Infantil em São Paulo”.

A Prof. Ana Maria Mello apresentou sua pesquisa de pós doutorado em que estuda dos desafios e propostas de acolhimento de bebês nas cidades de Paris e em São Paulo. Na assembléia discutimos a importância de garantirmos a qualidade de atendimento aos bebês e crianças pequenas nas instituições de Educação Infantil.

Na ocasião foi criada a Campanha: “Nenhum bebê em depósito”. Essa campanha tem por objetivo conscientizar a sociedade da importância da qualidade do atendimento aos bebês. Muito se avançou nas pesquisas e na legislação e é preciso que esses avanços sejam incorporados nas políticas públicas e no cotidiano das Unidades Educativas.

Para saber mais sobre a campanha segue a página no facebook: https://www.facebook.com/nenhumbebeemdeposito/?fref=ts

Fotos das assembléia:

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